Com esses resultados obtidos em Pernambuco, é possível ter uma visão do que virá em 2018. Em todo o estado, o número de prefeitos eleitos favorecem majoritariamente o governador Paulo Câmara (PSB). A oposição, que tem a frente o senador Armando Monteiro (PTB) também saiu fortalecida, porém o cenário continua indefinido.
Dois fatores podem explicar a indefinição. Por um lado, é possível que o eleitorado esteja propenso a rejeitar a reeleição e, por outro, pode ter sucesso o candidato que esteja mais familiarizado com as novas normas da lei eleitoral que rejeita, por exemplo, o financiamento empresarial nas campanhas. A partir de agora, cabe aos candidatos alinhar-se melhor às exigências da população.
Era uma vez a cultura brasileira. Ela agonizava sem ministério nem rumo. Até que um dia houve um ministério. Mas faltava a descentralização das ações para que os recursos chegassem aos artistas. Depois, alguns artistas privilegiados obtiveram êxito nas petições de verbas para suas obras. Então, as mãos subiam aos céus em aplausos. Mesmo assim, faltava recurso para quem não aplaudia o governo. Depois entrou um governo (bicho papão), e cortou tudo. Nem ministério há. Tudo volta à estaca zero. Agora tem muito mais gente com razão para revolta. As mãos já aplaudem. Fecham-se as cortinas e pronto, a história ficar vai por aqui, por enquanto.
Separe uma dúzia de seus defeitos mais pervertidos e some-os à ganância exagerada de fazer sucesso a qualquer custo. E, numa rapidez incrível, surge um grande astro ou estrela com o perfil idolatrado pelos maníacos da telinha, pronto para brilhar e influenciar milhares de fãs eufóricos a vibrarem com os distúrbios imorais exacerbados.
E, NÃO esqueça; se você ainda nutre, no mais recôndito de seu coração algum sentimento puro, romântico, mesmo que em raros momentos, atire-o para longe, ele só atrapalhará a sua ascensão.
NUM país onde assistimos a milhões de pessoas preocupadas com o destino de confinados nos realitys show da vida, seu futuro não pode ser levado a sério. É verdade que, na Europa e nos Estados Unidos, as provas são mais ousadas em relação à imoralidade. Mas, no Brasil, desvirtuam os sonhos de muitos jovens e adolescentes.
ISSO porque nosso povo é mais inclinado a facilidades e imediatismos do que a árdua luta para alcançar seus objetivos com serenidade e respeito ao próximo (ou a si mesmo). Resultado disso é subida rápida e queda degradante. É o submundo das “vantagens” fáceis a produzir uma geração inclinada ao comportamento hermafrodita com relação a sentimentos.
NO BRASIL, o comportamento nos realitys show é um tanto desarrazoado. A ideia que se prega sobre a revelação da verdadeira personalidade, inverte-se quando os participantes revestem-se de uma máscara ainda mais dissimulada, amizades falsas (se bem que de olho no prêmio), um perfeito jogo dos interesses a fruir com altivez e naturalidade por meio das atitudes de pessoas que se consideram autossuficientes ao reagirem sempre pela emoção, nunca com a razão.
SURPREENDENTES, as regras dos programas, onde os participantes recebem instruções e são terminantemente proibidos de revelar de imediato o segredo. O escolhido fica rodando de um lado para outro, talvez reprimindo sua própria imbecilidade, enquanto os outros, “aflitos”, tentam adivinhar seus destinos.
EXAGERADA é a importância dada pela mídia durante, e pós participação. Os ex-confinados são constantemente convidados para bate-papo em programas de grande audiência. Ou seja, programas que deveriam lançar quadros educativos, escutam com atenção opiniões rancorosas e desprovidas de qualquer bom-senso, mas eivadas de boçalidade.
PARECE que mergulhamos num profundo pesadelo onde a razão não tem mais forças para emergir. Fomos tomados por uma tempestuosa sombra das criações de mentes doentias. Cinzas do medo nos apavoram com pesadas bagatelas de novos famosos criados a partir de uma receita nunca dantes imaginável.
ESTAMOS ilhados por todos os lados dos neo-famosos vindos dos trampolins de araque. Eles são produtos de seus “iluminados” inventores. A mídia é o subterfúgio que alimenta os sonhos para a fama, desde que sejam boçais e se considerem prodigiosos seres acima do Bem e do Mal, dispostos a emitirem opiniões tolas.
NA VERDADE, a síndrome da boçalidade tem um vulto tão enorme e com extremo sucesso neste país, que surge a preocupação de que os pensadores e conferencistas percam seus postos acadêmicos para os novos “debatedores” da mídia cega, que valoriza, acima de tudo, a vulgaridade.
IMAGINAVA-SE também que, com o advento da internet, fosse dada mais importância a conteúdos educativos, e a ferramenta pudesse contribuir de maneira objetiva com a aprendizagem. Não que não o seja, mas entre pesquisar sites culturais ou pornográficos, o jovem ou adolescente migra para a segunda opção. A culpa, falando particularmente de forma individual é dele, mas não só dele.
A INDUÇÃO vem primeiro dos sites noticiosos mais importantes do país que, de forma sorrateira, conduzem a juventude a priorizar conteúdos que supram suas curiosidades sobre quem fez o que no seu reality show preferido. Outro agravante é a atuação dos paparazzi que andam a procura de escândalos de famosos para mostrarem na mídia. A receita funciona através do “descuido” da “vítima” para exibir a nudez e manter-se na mídia.
POR OUTRO lado, as mentes doentias elevam à categoria de famosos aqueles cuja pretensão seja subir na vida por meio da indecência. Onde vamos parar com tudo isso? A insensatez ocupa o lugar da sensatez, o mau-caratismo, do moral e os defeitos o lugar das virtudes.
Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
de "O Guardador de Águas"
I
Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.
Eventos míticos e heroicos num dialeto poético predominantemente artificial. Assim é a Ilíada de Homero. O texto destaca os discursos e as comparações, e traz frases e cenas repetidas.
À moda da Odisseia, a poesia de Homero em outros trabalhos é produto de uma longa tradição oral. A Ilíada é ambientada no décimo e último ano da mítica guerra de Troia. O enredo traz a lume as complicadas consequências do desentendimento entre Aquiles e Agamenon, ambos comandantes gregos participantes do cerco a Troia.Para dar trégua à guerra entre Troia e Esparta, Príamo, rei de Troia, mandou seus dois filhos Heitor e Paris à Esparta a fim de negociar a paz. Paris se apaixona pela rainha Helena, esposa de Menelau. O casal foge para Troia, onde Helena tornou-se “a vaca” de Troia. Era a oportunidade que Agamenon, irmão de Menelau queria para invadir a cidade. Agamenon junta um dos maiores exércitos até então registrados e parte para guerrear contra Troia.
O melhor dos guerreiros de Agamenon, Aquiles, só se importa com a glória e tem a guerra como a chance de escrever seu nome na história mundial, invencível que era. Seu primo, Pátroclo veste sua armadura e é morto por Heitor por engano. Por vingança, Aquiles mata Heitor e arrasta o corpo do inimigo através da praia de Troia, na frente de toda a nação. No funeral de Heitor, surge a ideia de construir o Cavalo de Troia, e vencem a guerra, depois de dez anos de cerco. Aquiles morreu por ser atingido por uma flecha no calcanhar. S.V.
Penedo é considerado o primeiro povoado de Alagoas. Hoje é uma das cidades mais belas do estado. Fundada no século 16, a cidade Penedo guarda um preservado centro histórico tomado por museus e igrejas dos séculos 17 e 18. A maior atração da região, porém, é o passeio de barco que leva à foz do Velho Chico, no município vizinho de Piaçabuçu.
Lá é possível passear por casebres de ribeirinhos e cruzar as jangadas coloridas. No encontro do rio com o mar, a paisagem ganha a moldura de dunas douradas que formam um delta salpicado de coqueiros e imensas lagoas de águas azuis. As embarcações ficam ancoradas por uma hora, tempo estabelecido pelo Ibama para cada visita à região. Penedo possui um roteiro histórico pelo conjunto barroco formado pelo Convento de São Francisco e a Igreja de Santa Maria dos Anjos (1759), além do Teatro Sete de Setembro (1865) e o Museu do Paço Imperial.
Quem prefere curtir o pôr do sol, o endereço é o antigo Forte da Rocheira, na beira do Velho Chico.
“Agora a gente tem a impressão de que são os canalhas que estão fazendo a nossa vida, os nossos costumes, as nossas ideias. Ou são os canalhas ou são os imbecis, e eu não sei dizer o que é pior. Porque você sabe que são milhões de imbecis para dez sujeitos formidáveis”. – Nelson Rodrigues
O escritor Ariano Suassuna é um exímio contador de causos. Em muitos deles, torna-se o próprio personagem.
Ariano conta que, um dia, no Recife, uma mulher que não simpatizava com ele, perguntou:
- De que signo você é?
- Do signo de gêmeos, respondeu o “pai de Chicó”.
E ela disse:
- Você sabe que as pessoas que nascem sob o signo de gêmeos têm duas caras?
Com a resposta na ponta da língua, Ariano retrucou:
- Oxe, a senhora acha que se eu tivesse duas caras, teria o mau gosto de usar essa?
Um dos fatos que chamou a atenção de muita gente nos últimos movimentos pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi a imagem de uma jovem, formada em economia, chorando.
A dor, conforme a mesma informou, foi pelo medo de que o Brasil perdesse tudo o que conquistou, ou seja, programas na área da educação. Era como se só o PT, e apenas Lula e Dilma, fossem capazes de conduzir os destinos do Brasil. Ninguém mais, nem um brasileiro, por mais honesto que seja, tem o dom e o merecimento.O PT conseguiu plantar esse medo e devoção nos corações analfabetos políticos. O mais grave é que, devido ao fracasso na educação de base e o fácil ingresso na universidade, temos um mar de analfabetos funcionais incapazes de entender o que leem e o que escutam. Pobre Brasil.
Adega do sono – poema 5
Dividias os gomos da fruta
em aposentos da casa.
A cortina do sumo
leveda o sol levantado.
O zodíaco do molde
supre o gérmen do quarto.
E o bafio estala
a lareira das esferas
na sala de estar
da semente.
O barateamento sob o preço de capa é um fator decisivo para que o público tenha acesso a títulos literários. Isso fará com que o brasileiro inclua o livro no seu orçamento, na medida em que este se torna mais acessível. Segundo uma pesquisa, nossos novos leitores mostram-se mais dispostos a adquirir obras literárias, sem contar, é claro, com o fenômeno de vendas de livros de autoajuda.
Aliás, o conteúdo de autoajuda, seu perfil, sempre me desapontou como leitor. Os temas que vão desde o bruxismo inodoro de Paulo Coelho a receitas de riqueza e felicidade, têm conquistado muitos leitores e só se faz positivo, devido ao encaminhamento do leigo à descoberta dos caminhos da leitura, que é muito válido para sua formação. A fora esse benefício, pode-se considerar que a autoajuda para nada serve. Não existe consistentemente uma “receita para a felicidade”. Isso porque, um indivíduo que tem consciência de seu papel como cidadão sabe definir o que é bom para sua vida, compilando em seu entorno, aplicação de ordem religiosa e ética. Um livro como a Bíblia, assim como outros afins, pode evidentemente transformar em conceito e virtude, atitudes frívolas antes prejudiciais ao homem, sendo um livro que serve para todos os homens.
Já a glamorosa autoajuda, tem sido um embuste que se agarra ao desprovimento espiritual das pessoas e vende demasiadamente, não deixando ensinamento concreto. Isso se comprova porque, mesmo que a “receita da felicidade” dê certo para A, é impossível ser aplicada com sucesso na vida de B, dadas as circunstâncias habituais, culturais e espirituais em que vive cada indivíduo. A única autoajuda que pode, sem margem de erro, dar certo é a que contém receita culinária, quando entregue nas mãos de uma autêntica cozinheira.
“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.”
Eça de Queiróz
Em Fernando de Noronha, além das praias paradisíacas, o visitante pode optar por caminhadas, trilhas e passeios. Nesses casos, é aconselhável usar um calçado adequado (sandálias com velcro ou tênis). Roupas leves, protetor solar e chapéu, também fazem parte da rotina, que tornará o lugar ainda mais agradável.
A água é quente o ano todo (em torno de 24º C) e limpa (visibilidade superior a 30 metros exceto nos meses de janeiro e fevereiro). O fuso horário de lá é uma hora a mais em relação ao horário de Brasília.
Brasileiros, não vos espanteis se algum dia um grupo reduzido de vossos irmãos saírem às ruas gritando: “o céu é vermelho”. Não os julgueis, mesmo tendo a certeza de que tudo continua azul.
Eles tomaram outra dose da porção alucinatória preparada no caldeirão de Lula-Dilma-PT. Agora, por exemplo, andam dizendo que “não vai ter golpe”. Óbvio, não terá golpe. Não há sequer um indício desse famigerado atentado no ar.Brasileiro algum, em seu estado psíquico normal, consegue conceber uma estapafúrdia mentira alucinatória dessas. O que existe é só a conjuntura de um provável impeachment da senhora presidente amparado pela lei por ter ela cometido crime de responsabilidade fiscal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi quem compôs o regulamento a ser seguido no Congresso para o rito do impedimento. Todas as instituições que conhecem a Lei dizem que não é golpe. Maioria absoluta dos brasileiros sabem que não é golpe.
Não adianta Dilma dizer que “todos comentem as pedaladas”. Importa é ela ser exemplar, e não o foi. A nenhum cidadão interessa se seu vizinho ao lado matou e roubou, mas, sim que ele não roube para não ser condenado. Todo criminoso deve ser punido. Isso é justo e não injusto. A punição de Dilma defenestrando-a do poder pode ser uma lição pedagógica para as novas gerações. Cometeu crime, tem que pagar. Ainda que seja presidente da República.
Frustrada a pescaria, seguimos a passeio para as pedras que dividem Calhetas de Gaibú. Lá ficamos entre poses para fotos e comentários óbvios quanto à beleza do local. Decidimos descer até a praia das Calhetas e aguçamos uma curiosidade antiga. Encontramos o pouco de tranquilidade restante; companheiros de caminhada, enfim a descida. No bar, fotografias de famosos expostas nas paredes. Descemos à praia. Um banho suave e despreocupado suprimiu o tempo.
Voltamos. Do alto víamos o largo espaço das areias de Gaibú. Esparsas, faltava gente para preencher-lhes. A manhã apresentava-se azul. Havia lugares para muitas manobras. Espaço para futebol, banho e passeio. Depois paramos diante de um templo onde emanava paz.
Antes mesmo de provar a emoção que aquelas pessoas compartilhavam, diziam-me que eu iria encontrar “uma fonte transbordante de amor”. Fui e conferi. Há precipitação ao julgar o modo de vida alheio. Quando se está de fora, nota-se só o afobamento inexplicável de quem se julga coerente e feliz.Quem são esses operários que saem a divulgar algo em que acreditam, mesmo incompreendidos? Cada um deles traz dentro de si um tesouro inestimável e também um selo impregnado para sempre no interior de cada vaso. Invisível aos olhos físicos esse estilo de vida. O grupo todo rir um riso simples, puro, e comunica-se numa linguagem diferente. Só os insensíveis pensam que eles são tristes. Mas eles riem num gozo indisfarçável e, em estágio elevado.
Do maior ao menor, do ciclista ao dono de um carro importado, todos comungam de uma mesma felicidade. Compartilham igualmente de um desejo ardente. Esse desejo é uma faísca do fogo maior que transforma vidas enferrujadas em vasos novos.Se o ser humano soubesse o que significa a “água que extingue toda sede”, e que transborda e emana vida, faria o que Jesus Cristo ensinou: “o Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo”. – Mateus 13:44. Jesus, a Palavra, é o tesouro.
Aquele que o tem, achou a plenitude da vida e a felicidade. Para esses até os momentos de angústia são luz. “Temos, porém, este tesouro guardado em vasos de barro”... – 2 Cor. 4:7. São vivências sólidas com garantia de uma herança superior que está por vir. Promessa valiosa e grande, imensa como o mar que enche e esvazia a maré diante de nossos olhos, transmitindo a certeza de que nunca irá secar.Volto ao alto. Vou assistir ao mundo verde. Quero olhar do alto o mundo verde e ver o que se pode extrair do cenário onde tudo parece mais sereno. Não tem tanta robustez sua flora. Maioria dos prédios e montanhas parece estar à mercê de ataques aéreos. Os ataques seriam feitos por soberbos caçadores que se consideram autossuficientes por estarem entre os céus e a pequena flora; e assim destroem-na.
O lugar em tudo difere do vento agreste onde nem sempre a flora é verde e, na maior parte do ano, há seca de dá dó. Onde os arbustos morrem. Nada brota. De onde pode-se assistir as escassas árvores. Perdem feio para o número gigante de telhados. Aliás, esses também formam desenhos em perspectiva com as nuvens.
Segundo a análise de Miguel Sanches Neto, doutor em Teoria Literária e colunista da revista Bula, os 10 romances mais importantes da literatura brasileira seriam: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Ateneu (Raul Pompeia), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Fogo Morto (José Lins do Rego), Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa), A Paixão Segundo GH (Clarice Lispector), O Coronel e o Lobisomem (José Cândido de Carvalho), Recordações do Escrivão Isaías Caminha (Lima Barreto), Macunaíma (Mário de Andrade), e A Pedra do Reino (Ariano Suassuna). Qarup (Antônio Callado), Avalovara (Osman Lins) e Viva o Povo Brasileiro (João Ubaldo Ribeiro), mereciam figurar na lista.
Na cidade de Limoeiro (PE) é comum a repetição do seguinte causo, que tem tudo para ser real. O time limoeirense disputava uma partida de futebol com o de Garanhuns. O empate dava a vitória a Limoeiro. De repente, o árbitro marca um pênalti a favor de Garanhuns. Todos de pé esperavam a execução da penalidade.
A arbitragem viu que havia causado tumulto ao desagradar os donos da casa. Com medo da torcida limoeirense, recorreu ao Coronel Chico Heráclio, chefe político da região. - Qual é o problema, seu juiz?, perguntou o Coronel.
- Marquei um pênalti contra Limoeiro e deu nisso, Coronel. E agora querem me desmoralizar.
- O senhor não será desmoralizado. Vai bater o seu pênalti, só que a favor de Limoeiro. Limoeiro ganhou de 1 x 0.
Na Zâmbia houve um caso inusitado. Vibrante, diriam alguns. Atraente, diriam outros, a depender de como seja espichado o enredo.
Naquele país da África Austral, um canal de TV decidiu recrutar das ruas, dezoito mulheres para disputar um prêmio por meio da resistência a um confinamento, num desses realitys shows. E o que querem as mulheres da Zâmbia, ou o que lhes está sendo oferecido? Um marido. Elas, como qualquer outra mulher do mundo, de pele branca ou escura e retinta; seja do Japão, da Itália ou do Brasil, sonham casar. Ter simplesmente um lar, e não é fácil.
Ocorre, como já foi dado a entender, que essas zambianas querem reconstruir suas vidas a partir do casamento. O sacrifício não é só pelos nove mil dólares. Há a necessidade de resgatar a honra. Ainda que pareça estranho; essa é a melhor parte da história: as mulheres têm a oportunidade de deixar a prostituição para trás.Elas aceitaram participar do programa Pronta Para Casar, porque desejam ardentemente ter casa e família; pretensão digna. E quem pode condenar, ou mesmo rotular que certas pessoas trazem uma “sina” e devem carregá-la para o resto da vida? Era pra ser diferente o senso crítico em casos desta natureza. Elas merecem, sem dúvida, a segunda chance. A terceira ou mais, também. Em nada, em nada mesmo, os seres humanos são maiores que outros.
Não há forte por si só. Não há sábio, nem senhor da verdade. Portanto, se nem Jesus Cristo as condenaria por erros passados, imaginem nós, sujeitos que somos ao pecado? Enxergar melhor é não apontar pedras em direção à cabeça de pessoas com vidas controversas, nem às demais. Elas teriam “vida fácil”? Falta de opção, sim. Algumas podem ser, quem sabe, mães solteiras sem condições de sustentar os filhos. Essas mulheres em nada diferem das alemãs, norueguesas ou portuguesas. São humanas; têm alma e, como principal necessidade, a essência sublime do perdão. Porque só o perdão as fará diferentes. Só o reaver da vida as resgatará; coisa que nem a água do mar, mesmo forte e viçosa as regeneraria. Aliás, a Zâmbia nem tem costa marítima. Tem a exuberância das famosas cataratas de Vitória, no Rido Zambeze, mas nem isso substitui o perfume do perdão.
Dilma Rousseff, presidente (por ora) da República Federativa do Brasil, não deve resistir ao que vem por aí. Até o momento, havia mais incerteza que fatos concretos. Agora, há mais fatos concretos que incertezas. Vamos a eles.
1- Na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-PT), Dilma aparece enredada na compra da Refinaria de Pasadena, uma sucata adquirida a um custo elevado, causando prejuízos ao Brasil. Também surgem indícios de que sua campanha de 2014 foi feita com dinheiro sujo das empreiteiras.
2 – O grito das ruas deste domingo (13), o mais gigantesco movimento desde as Diretas Já, dão sustentação ao Congresso para ir em defesa da voz popular.
3 – Os investidores internacionais já têm como certa a saída da presidente; a bolsa começa a reagir e o dólar a baixar. O Brasil precisa dos investidores para continuar crescendo.
4 – Lula, ele mesmo, (e isso é fatal) tem certeza da queda de sua criatura. Mandaram espalhar que o ex-presidente assumiria um ministério para ganhar foro privilegiado e escapar das investigações que pesam contra ele. Mas Lula entende que isso o colocaria dentro do alçapão. Aceitar é confessar a culpa, não aceitar é seguir para o labirinto da justiça. Mas como assumir um ministério num governo insustentável? Foi a lógica de Lula. Ele quis evitar o efeito dominó de cima para baixo.
O fim se aproxima; da parafernália petista, é claro. Esse turbilhão nem se compara às frágeis pedaladas. Vai levar muita gente.
As manifestações em prol do impeachment de Dilma Rousseff reuniram milhares de pessoas país a fora. Em geral foram pacíficas. No entanto, políticos da oposição que tentaram aproveitar o momento para discursar e, quem sabe, tornar-se líder dos protestos, foram barrados.
Foi o caso da senadora Marta Suplicy (PMDB, ex-PT), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em São Paulo. No Rio de Janeiro, o deputado federal Índio da Costa (PSD) foi vaiado. Em Brasília, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também não teve acolhimento por parte do público ao discursar. Entre as principais bandeiras dos manifestantes, estavam o impeachment da presidente e o fim da corrupção. O ex-presidente Lula, investigado pela Operação Lava-Jato, também foi alvo dos protestos.
O senador Aécio Neves (PSDB) não ganha destaque só pela inapetência política. Nos últimos dias seu nome tem sido citado na Operação Lava-Jato. Ele não é apenas conhecido por fazer uma oposição de “compadrio”, mas por, supostamente, camuflar as acusações que lhe pesam.
Como os holofotes estão todos girados contra Lula e a possibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, dar-se pouca importância a Aécio, o que lhe dá fôlego para se defender futuramente. Caso ele seja culpado e consiga se safar, será injusta sua defesa. Mesmo porque, no caso da chapa Dilma/Temer ser cassada pelo TSE, Aécio seria empossado presidente, e, com esse histórico, não dá.
O que o brasileiro quer nesse momento é limpar a corrupção e ter um governo em quem confiar. O que a justiça faz, é conduzir o país a esse novo patamar. Não precisamos de alguém que, como caranguejo, esconda-se sob a lama “corrupto-petista” para depois ressurgir todo melado, espalhando sujeira nas ruas.