Sivaldo Venerando
No princípio era a Rádio Difusora; anos depois, Rádio Jornal de Limoeiro. Tudo começou no dia 17 de outubro de 1952. Limoeiro era, então, punjante na economia de Pernambuco e vivia um grande momento cultural, com a publicação do livro Páginas de Limoeiro, do professor e escritor Antônio de Sousa Vilaça. Aliás, Vilaça foi responsável por maior parte de registros históricos de Limoeiro.
Por outro lado, o poderio político do coronel Francisco Heráclio do Rêgo (Chico Heráclio) influia decisivamente para novos empreendimentos. Em vários aspectos, incluindo o geográfrico, Limoeiro oferecia condições favoráveis para a instalação de uma empresa de comunicação. Foi, então, que o empreendedor da “Empresa Jornal do Commercio”, F. Pessoa de Queiroz, decidiu colocar no ar uma de suas mais novas “Rádios Difusoras”, após Caruaru, Garanhuns e Pesqueira. Nessa época, o lema das emissoras era “Pernambuco falando para o Nordeste”, numa alusão à rádio-mãe do Recife, que usava (como usa até hoje), “Pernambuco falando para o Mundo”, sob o comando do Grupo JCPM.
O parque operacional dos transmissores da Difusora de Limoeiro, uma das mais antigas de Pernambuco, era considerado um dos mais potentes do país, nas faixas de AM e ondas curtas de 19, 15, 31 e 49 metros . Para usufruir dessa potência, a população de mais de vinte cidades sintonizava a frequência 660kw AM.
A população ouvia sua própria voz e vibrava com a novidade. Para coroar o novo momento, com informação, entretenimento e lazer, uma equipe de peso fazia a radiodifusão limoeirense da época com muita competência. Nomes como Djalma Tavares, com o programa Trenzinho do Forró de Bastião e Aníbal Veras, com o Praça da Saudade, marcaram suas passagens pela emissora.
As próximas décadas despertaram vários talentos. Os critérios eram sempre rígidos, incluindo falar mais de uma língua e ter uma boa dicção e timbre de voz. Mais tarde vieram os comunicadores Geneton Miguel, Maria Célia, Ventura Silva, Fernando Chagas e Valério Batista. Não demorou muito, e, quem antes era criança e admirador, passou aos microfones onde fazem sucesso até hoje. É o caso de Carlos Alfeu, Gonçalves Filho e Maciel Júnior, entre outros.
Eventos - Instalada à Praça da Bandeira, seu prédio possui uma bela arquitetura. Atualmente tornou-se o Centro Cultural Ministro Marcos Vinícius Vilaça. A Rádio Jornal de Limoeiro hoje funciona em um prédio moderno na Galeria São José, no Centro da cidade. Durante décadas realizou grandes eventos. Os festivais estudantis marcaram época e revelações artísticas nasceram ali. Diversas novelas, artistas e cantores de destaque em Pernambuco e no País passaram pelo auditório com capacidade para centenas de pessoas.
Coberturas – Em quase seis décadas de existência, a Rádio Jornal de Limoeiro vem sendo, de fato, a voz do povo. Além do entretenimento e prestação de serviço, informa os acontecimentos, alguns de grande repercussão histórica, como é o caso das enchentes de 1975. Naquele ano, o transbordamento do Rio Capibaribe assustou como nunca as populações ribeirinhas da cidade e municípios vizinhos. Fato semelhante ocorreu em junho de 2010. Em todas as ocasiões, a Rádio Jornal de Limoeiro foi veículo de comunicação de muita serventia para a população.
Aniversário – Todos os anos, em 17 de outubro, a Rádio Jornal Limoeiro tem uma programação especial. Os programas locais, Revista da Manhã, Supermanhã e Revista do Almoço, com altos piques de audiência, tem no comunicador Carlos Alfeu o âncora dedicado.
A programação conta com a participação de comunicadores da Rádio Jornal Recife, a exemplo de Geraldo Freire, Paulo Roberto e Maciel Júnior. Tudo com o suporte da equipe, que além de Carlos Alfeu é composta por Juari Barroso (gerente-administrativo), Alexandre Pires (Sombra - operador de áudio), Wagner Lourenço (apoio), Raimundo Ângelo (operador de transmissão) e Gustavo César (comercial).
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