O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi pífio. Qualquer pessoa de bom senso enxerga que não foi uma boa ideia substituir o vestibular por notas. Só o líder do governo na Câmara Federal, Cândido Vaccarezza (PT) consegue enxergar o Enem como “muito positivo”. Ele entende que houve uma “melhora significativa do ensino em todo o país”.
É preciso estar muito imbuído da tarefa de defender o governo seja como for para dizer uma barbaridade dessas. É evidente que o ensino declina num despenhadeiro abaixo e, sem controle. Até o ministro da Educação, Fernando Haddad reconhece o fracasso, mas não confessa publicamente.
Na prática, o Enem só serve para deixar o aluno ainda mais acomodado na malemolência das salas de aula, onde o compromisso com a aprendizagem passa longe. O vestibular, pelo contrário, obrigava o estudante a recuperar o tempo perdido. A se esforçar, pelo menos durante os anos do ensino médio.
Hoje estamos num fiasco educacional. Os jovens chegam às universidades sem saber ler nem escrever (ler soletrando é não saber mesmo). É o ápice do domínio do poder sobre as classes de uma maneira geral. É preciso se acostumar; pensar é proibido.
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