quarta-feira, 10 de maio de 2017

Meridional traz uma série sobre design e arquitetura

Design, cultura, arte e filosofia. Esses são os principais elementos da série documental Meridional. O documentário produzido pela Spaghetti Filmes, que tem curadoria do designer Rodrigo Almeida, possui 5 episódios de 30 minutos, que têm o objetivo de revelar lugares que de alguma forma testemunham o cruzamento cultural dos povos do sul da América do Sul. 
Com a proposta de elucidar o desenvolvimento da “estética meridional” através de apontamentos históricos, antropológicos e literários, combinando esses discursos com a arquitetura local e a produção de itens (mobiliários, vestimentas, arte, culinária...). 
O tema sugere a pesquisa e a observação da relação do Sul da América do Sul com o resto do mundo. Através de seus modos e costumes particulares, quais são as relações entre os criadores e seus objetos que resultam em uma cultura material única? 
Meridional (latim meridionális, a posição do sol ao meio-dia) é uma qualificação que abrange tudo o que se refere a Sul. Os meridionais, se assim pudéssemos classificar os povos sulinos da América do Sul, localizam-se em um espaço geográfico que abrange 5 nações: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.  Nesse território demarcado, percebe-se o compartilhamento de afinidades culturais e estéticas de povos que desenvolveram uma forma específica de se relacionar com o espaço e as coisas e que merecem uma renovada apreciação artística e material.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O sangue de Valdemiro e a hipocrisia religiosa

Nunca o mundo assistiu tanta hipocrisia multiplicada a cada segundo. Por todos os lados, na sua rua, internet, TV, mídia impressa, os rostos dos maus caráter estão expostos prometendo uma vida diferente, a ausência do sofrimento e a ascensão ao sucesso.
Todos são donos de igrejas, cujo álibi é intitular-se “servos de Jesus Cristo”, missionários, apóstolos. O intuito é oferecer mudança de vida (não conseguem sequer, mudar emocionalmente as próprias vidas), arrecadar dinheiro e fazer-se milionários às custas de um povo incauto, cujo maior feito é gabar-se da própria ignorância e enrijecer-se como inimigos do conhecimento. Por isso mesmo engolem ensinos teológicos errôneos que não passam de sofismas.
O episódio mais recente (e curioso) ocorreu com o “apóstolo” Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. Ele aparece com um ferimento no pescoço após golpes de facão desferidos pelo ajudante-geral Jonathan Gomes Higino, de 20 anos. 
Pior é que a camisa ensanguetada de Valdemiro agora ‘servirá’ para “curar” pessoas. Segundo o “apóstolo” e seus asseclas, a camisa ensanguentada foi “passada” no manto. Quando uma fiel “tocou no manto, foi curada”. Valdemiro se julga “santo”. É bem verdade que a bíblia diz no evangelho de João 14:12 que “...aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores...”. Mas, Jesus ordena em Mateus 10:8: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”. Acontece que Valdemiro e grande parte da corja neopentecostal, nada dão de graça e espumam os cantos da boca de fome pelo dinheiro que não lhes é devido.
Então, eles se defenderão: “somos ungidos de Deus, e ai daquele que se levantar contra o ungido do Senhor”. Mas os verdadeiros ungidos de Deus não descumprem seus mandamentos. Se auto-intitular ungido, permanecer na igreja e descumprir o que Cristo ordena é uma religiosidade vã. Contra isso Cristo pregou: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando”, (Mateus 23:13).
Como lobos em pele de ovelha, esses líderes religiosos muitas vezes descrevem sua atuação milagreira como se fosse o agir da mão do Senhor sobre suas vidas, mas não recusam quando qualquer fiel ignorante lhe confere poder e os adora, como um ser superior. Hipocrisia a toda prova.
Ai de vós, Valdemiro! O único sangue que tem poder é o de Cristo e não o teu. 
Todo aquele que se coloca em oposição ou competição com Cristo, faz-se a si mesmo anticristo. É a verdade revelada, nua, crua, escancarada. Só segue o caminho da perdição quem quiser.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Demandas eleitorais

Com esses resultados obtidos em Pernambuco, é possível ter uma visão do que virá em 2018. Em todo o estado, o número de prefeitos eleitos favorecem majoritariamente o governador Paulo Câmara (PSB). A oposição, que tem a frente o senador Armando Monteiro (PTB) também saiu fortalecida, porém o cenário continua indefinido.
Dois fatores podem explicar a indefinição. Por um lado, é possível que o eleitorado esteja propenso a rejeitar a reeleição e, por outro, pode ter sucesso o candidato que esteja mais familiarizado com as novas normas da lei eleitoral que rejeita, por exemplo, o financiamento empresarial nas campanhas. A partir de agora, cabe aos candidatos alinhar-se melhor às exigências da população.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sem ministério

Era uma vez a cultura brasileira. Ela agonizava sem ministério nem rumo. Até que um dia houve um ministério. Mas faltava a descentralização das ações para que os recursos chegassem aos artistas. Depois, alguns artistas privilegiados obtiveram êxito nas petições de verbas para suas obras. Então, as mãos subiam aos céus em aplausos. Mesmo assim, faltava recurso para quem não aplaudia o governo. Depois entrou um governo (bicho papão), e cortou tudo. Nem ministério há. Tudo volta à estaca zero. Agora tem muito mais gente com razão para revolta. As mãos já aplaudem. Fecham-se as cortinas e pronto, a história ficar vai por aqui, por enquanto.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Crônica (O jogo da dissimulação)

Separe uma dúzia de seus defeitos mais pervertidos e some-os à ganância exagerada de fazer sucesso a qualquer custo. E, numa rapidez incrível, surge um grande astro ou estrela com o perfil idolatrado pelos maníacos da telinha, pronto para brilhar e influenciar milhares de fãs eufóricos a vibrarem com os distúrbios imorais exacerbados.
E, NÃO esqueça; se você ainda nutre, no mais recôndito de seu coração algum sentimento puro, romântico, mesmo que em raros momentos, atire-o para longe, ele só atrapalhará a sua ascensão.
NUM país onde assistimos a milhões de pessoas preocupadas com o destino de confinados nos realitys show da vida, seu futuro não pode ser levado a sério. É verdade que, na Europa e nos Estados Unidos, as provas são mais ousadas em relação à imoralidade. Mas, no Brasil, desvirtuam os sonhos de muitos jovens e adolescentes.
ISSO porque nosso povo é mais inclinado a facilidades e imediatismos do que a árdua luta para alcançar seus objetivos com serenidade e respeito ao próximo (ou a si mesmo). Resultado disso é subida rápida e queda degradante. É o submundo das “vantagens” fáceis a produzir uma geração inclinada ao comportamento hermafrodita com relação a sentimentos.
NO BRASIL, o comportamento nos realitys show é um tanto desarrazoado. A ideia que se prega sobre a revelação da verdadeira personalidade, inverte-se quando os participantes revestem-se de uma máscara ainda mais dissimulada, amizades falsas (se bem que de olho no prêmio), um perfeito jogo dos interesses a fruir com altivez e naturalidade por meio das atitudes de pessoas que se consideram autossuficientes ao reagirem sempre pela emoção, nunca com a razão.
SURPREENDENTES, as regras dos programas, onde os participantes recebem instruções e são terminantemente proibidos de revelar de imediato o segredo. O escolhido fica rodando de um lado para outro, talvez reprimindo sua própria imbecilidade, enquanto os outros, “aflitos”, tentam adivinhar seus destinos.
EXAGERADA é a importância dada pela mídia durante, e pós participação.  Os ex-confinados são constantemente convidados para bate-papo em programas de grande audiência. Ou seja, programas que deveriam lançar quadros educativos, escutam com atenção opiniões rancorosas e desprovidas de qualquer bom-senso, mas eivadas de boçalidade.
PARECE que mergulhamos num profundo pesadelo onde a razão não tem mais forças para emergir. Fomos tomados por uma tempestuosa sombra das criações de mentes doentias. Cinzas do medo nos apavoram com pesadas bagatelas de novos famosos criados a partir de uma receita nunca dantes imaginável.
ESTAMOS ilhados por todos os lados dos neo-famosos vindos dos trampolins de araque. Eles são produtos de seus “iluminados” inventores. A mídia é o subterfúgio que alimenta os sonhos para a fama, desde que sejam boçais e se considerem prodigiosos seres acima do Bem e do Mal, dispostos a emitirem opiniões tolas.
NA VERDADE, a síndrome da boçalidade tem um vulto tão enorme e com extremo sucesso neste país, que surge a preocupação de que os pensadores e conferencistas percam seus postos acadêmicos para os novos “debatedores” da mídia cega, que valoriza, acima de tudo, a vulgaridade.
IMAGINAVA-SE também que, com o advento da internet, fosse dada mais importância a conteúdos educativos, e a ferramenta pudesse contribuir de maneira objetiva com a aprendizagem. Não que não o seja, mas entre pesquisar sites culturais ou pornográficos, o jovem ou adolescente migra para a segunda opção. A culpa, falando particularmente de forma individual é dele, mas não só dele.
A INDUÇÃO vem primeiro dos sites noticiosos mais importantes do país que, de forma sorrateira, conduzem a juventude a priorizar conteúdos que supram suas curiosidades sobre quem fez o que no seu reality show preferido. Outro agravante é a atuação dos paparazzi que andam a procura de escândalos de famosos para mostrarem na mídia. A receita funciona através do “descuido” da “vítima” para exibir a nudez e manter-se na mídia.
POR OUTRO lado, as mentes doentias elevam à categoria de famosos aqueles cuja pretensão seja subir na vida por meio da indecência. Onde vamos parar com tudo isso? A insensatez ocupa o lugar da sensatez, o mau-caratismo, do moral e os defeitos o lugar das virtudes.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Manoel de Barros

Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
de "O Guardador de Águas"

I

Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resenha Literária (A Ilíada de Homero ou o calcanhar de Aquiles)

Eventos míticos e heroicos num dialeto poético predominantemente artificial. Assim é a Ilíada de Homero. O texto destaca os discursos e as comparações, e traz frases e cenas repetidas.
À moda da Odisseia, a poesia de Homero em outros trabalhos é produto de uma longa tradição oral. A Ilíada é ambientada no décimo e último ano da mítica guerra de Troia. O enredo traz a lume as complicadas consequências do desentendimento entre Aquiles e Agamenon, ambos comandantes gregos participantes do cerco a Troia.Para dar trégua à guerra entre Troia e Esparta, Príamo, rei de Troia, mandou seus dois filhos Heitor e Paris à Esparta a fim de negociar a paz. Paris se apaixona pela rainha Helena, esposa de Menelau. O casal foge para Troia, onde Helena tornou-se “a vaca” de Troia. Era a oportunidade que Agamenon, irmão de Menelau queria para invadir a cidade. Agamenon junta um dos maiores exércitos até então registrados e parte para guerrear contra Troia.
O melhor dos guerreiros de Agamenon, Aquiles, só se importa com a glória e tem a guerra como a chance de escrever seu nome na história mundial, invencível que era. Seu primo, Pátroclo veste sua armadura e é morto por Heitor por engano. Por vingança, Aquiles mata Heitor e arrasta o corpo do inimigo através da praia de Troia, na frente de toda a nação. No funeral de Heitor, surge a ideia de construir o Cavalo de Troia, e vencem a guerra, depois de dez anos de cerco. Aquiles morreu por ser atingido por uma flecha no calcanhar. S.V.